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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Consumo Sustentável na prática


Consumo Sustentável na prática pode ser encontrado na primeira Rede Ambiental
Objetivo é integrar a comunidade ambiental global, gerando conscientização, relacionamentos, demanda e novos negócios.
A Made in Forest (www.madeinforest.com) – é a primeira rede Ambiental no modelo das redes sociais. É gratuita e seu foco está no meio ambiente e sustentabilidade.
O consumo sustentável é um conceito moderno. Para que os 7 bilhões de pessoas  que habitam o globo possam continuar utilizando os recursos oferecidos naturalmente pelo planeta, tais como matérias-primas, oxigênio e água doce é necessária a adoção de novos padrões de produção e consumo. Uma Revolução Industrial II, desta vez com o foco na preservação e otimização do meio ambiente. Assim, consumir produtos e serviços sustentáveis, o uso e reuso consciente, e o descarte correto de recicláveis, são condições imperativas para a qualidade de vida de todos nós. Agora e no futuro.
Felizmente, nos últimos 10 anos, várias iniciativas precursoras tem tomado corpo. Centenas de micro e médias empresas desenvolveram linhas de ecoProdutos e ecoServiços de praticamente todos os segmentos de consumo. Até mesmo gigantes como a GE e a Siemens já tomaram a decisão de renovação estratégica de suas linhas tradicionais, lançando ecoProdutos revolucionários, como lâmpadas e equipamentos industriais, ecologicamente corretos. No entanto, do lado do consumidor, encontrar e consumir tais produtos e serviços “verdes” ainda é um problema recorrente.
Diante disso foi idealizada a rede ambiental Made in Forest, para que o Eco Consumidor tenha acesso online a uma vitrine organizada de produtos e serviços verdes, destinada ao consumo sustentável. Eco Produtos: 24 categorias de produtos ecológicos, sustentáveis, orgânicos ou feitos de matéria-prima reciclada; Eco Serviços: Catálogo de prestadores de serviços voltados para o meio ambiente e sustentabilidade, tais como Consultorias Ambientais, Direito, Arquitetura, Engenharia Ambiental, etc; Eco Turismo: portfólio de pousadas, agências, esportes de aventura, atividades voltadas para o turismo sustentável, etc;  Educação e Cultura Ambiental: Espaço para divulgação de profissionais e educadores ambientais, cursos e atividades voltadas para a conscientização dos cidadãos;  
Na seção Eco Cidadão: o “facebook verde”, pessoas em todo o mundo que já tomaram a decisão pelo consumo consciente, cadastram-se gratuitamente, interagem entre si, e com profissionais, organizações ambientais e ficam atualizados sobre as novidades em sustentabilidade. Já na seção Eco Cidades os municípios com atitude e organização verde, apresentam ao mundo, o que de fato estão fazendo para melhorar a qualidade de vida a partir da comunidade local.
ONGs Ambientais também têm um espaço exclusivo na Made in Forest. Cada organização pode expor suas ações e atividades classificadas por categoria como fauna & flora, parques & reservas naturais, água, mangue, observação de pássaros, e muito mais.
Central da Reciclagem reúne o maior banco de dados de pontos de descarte de cerca de 40 materiais recicláveis consumidos no dia a dia, facilitando a vida da população que encontra rapidamente, ONDE DESCARTAR materiais recicláveis em qualquer cidade do país.
“A Made in Forest foi idealizada para facilitar o acesso da população aos produtos e serviços ambientalmente responsáveis e atitude sustentável, como a reciclagem, numa plataforma única online”, explica um dos fundadores da rede ambiental, Martin Mauro. 

Origem da Made in Forest 
Fábio Biolcati e Martin Mauro, ambos com MBA, em administração estratégica e saúde, apoiados em sólida experiência executiva, criatividade e gestão, decidiram criar e investir em tecnologia e marketing na estruturação da maior rede ambiental global, focada exclusivamente em ecologia e sustentabilidade.
A “rede do bem” é brasileira e surgiu em fevereiro de 2010. Hoje conta com escritórios em São Paulo e em Miami. O cadastro de cada empresa, ONG ou cidadão é gratuito. Cada indivíduo ou empresa cria seu próprio mini site dentro da rede, que pode disponibilizar conteúdo em forma de texto, contatos, fotos, vídeo ou apresentações para download do consumidor ou outro interessado. Atualmente a rede ambiental conta com mais de 30 mil cadastros e visitas de mais de 90 países. A credibilidade de seu conteúdo é fiscalizado diariamente por milhares de consumidores que podem fazer postagens ou comentários nas paginas de cada empresa ou ONG visitada. 

Made in Forest www.madeinforest.com
Central da Reciclagem www.centraldareciclagem.com.br
Censo da Economia Verde: www.censodaeconomiaverde.org
E-mail: contato@madeinforest.com
Telefone: +55 11 3446 3000
Twitter: @madeinforest Facebook: madeinforestbrasil

domingo, 25 de setembro de 2011

Educação Ambiental como prática pedagógica




Quanto mais o homem evoluiu como espécie, mas se distanciou da natureza como parte integrante desta. Esse distanciamento trouxe conseqüências desastrosas para o planeta, se entendermos o planeta como um sistema vivo, que se relaciona em rede (CAPRA; 2000) Esse distanciamento entre homem e natureza se dá quando o homem se distingue dos outros animais e se apropria dessa natureza como forma de produzir meios para a sua vida. Os meios de produção e o consumo no sistema capitalista, com a lei de mais valia transforma o homem natural em um ser gestor da natureza.
O trabalho como transformador de uma realidade de gestão e degradação da natureza se evidencia no capitalismo. Os novos valores desenvolvidos pela sociedade capitalista e suas relações, com base na produção e consumo divide o homem em classes e o afasta cada vez mais de sua origem natural. 
A criação de uma nova visão de unidade e interdependência entre o homem e o planeta é determinante para transformar a forma de gerir os recursos naturais. Para Eugene Odum, (apud ZACARIAS 2000) “o uso dos recursos pressupõem um contínuo compromisso entre a quantidade da produção e a qualidade do espaço vital ”. Faz-se necessário então um novo estilo de vida que liberte o homem das necessidades impostas pela sociedade de consumo, sendo necessário um processo de aprendizagem de um pensamento crítico. Paulo Freire em toda a sua obra defende a educação na formação de sujeitos sociais, emancipados, autores da sua própria história.
As novas tecnologias de informação e de comunicação marcaram todo o século XX. Marx sustentava que a mudança nos meios de produção transformava o modo de produção e as relações de produção. Isso aconteceu com a invenção da escrita, da imprensa, da televisão e hoje com a Internet. O desenvolvimento espetacular da informação está gerando uma verdadeira revolução que afeta não apenas a produção e o trabalho, mas principalmente a educação e a formação.
Devido a seus princípios críticos, a Educação Ambiental tem nesse contexto, fundamental importância como estrutura na formação do sujeito social contemporâneo, que tem seu espaço de cidadão limitado pelas forças do mercado, reduzindo-o e transformando-o em espaço de consumidor. O fenômeno do consumo é uma das questões mais complexas a serem estruturadas e entendidas.
A sociedade contemporânea é uma grande sociedade de massa onde imperam a produção em série e a distribuição massiva de produtos e serviços. O consumo desnecessário, a produção crescente e a grande quantidade de lixo produzida contribuem para um dos mais graves problemas ambientais no mundo atualUm outro ponto é o desperdício, segundo Eingenheer (1993), o lixo e o desperdício parecem faces de uma mesma moeda, pois grande parte do que desperdiçamos vai para o lixo.
O lixo representa o outro lado da produção e sua definição depende da concepção e representações sociais. No Brasil, o desperdício acaba tendo um terreno fértil, devido à representação de natureza abundante, “onde se plantando tudo dá“. No nosso país recursos naturais, financeiros, oportunidades e até alimentos são literalmente atirados no lixo, sem possibilidades de retorno.
 O Tratado sobre Consumo e estilo de vida, formulado pelas Organizações Não-governamentais durante a “A Conferência do Rioem 1992, entre outras propostas, postula que o consumo deve ser diminuído de acordo a capacidade da Terra, e esta transição deve ser realizada dentro de algumas décadas
Torna-se então necessário encarar o maior desafio da humanidade que é a mudança de paradigma – do paradigma social (uso infinito dos recursos ambientais) para o novo paradigma do desenvolvimento sustentável. Nesse momento, a Educação Ambiental deverá desempenhar o importante e fundamental papel de promover e estimular a aderência das pessoas e da sociedade, como um todo, a esse novo paradigma.
A educação para o desenvolvimento sustentável exige assim novas orientaçõesnovas práticas pedagógicas onde ocorram as relações de produção de conhecimento e os processos de circulação de forma não compartimentada. O enfoque interdisciplinar preconiza as ações conjuntas das diversas disciplinas em torno das questões ambientais, dada as suas múltiplas interações de fundo ecológico, político, social, econômico, ético, cultural, científico e tecnológico.  
                                                                                      
                                                                                   Débora Barbosa